O PagBank realizou nova rodada de demissões em abril, cortando cerca de 200 funcionários e marcando a terceira redução de quadro em três anos, enquanto seus resultados financeiros seguem positivos e a empresa mantém comunicação limitada sobre os desligamentos.
O PagBank, banco digital do grupo UOL, demitiu cerca de 200 funcionários na quarta-feira (22/4), segundo relatos de ex-colaboradores nas redes sociais.
Questionado sobre quantas pessoas foram demitidas, de quais áreas e o motivo das dispensas, o PagBank respondeu que “não tem nada a dizer sobre essa informação”.
É a terceira rodada de cortes em três anos, e ex-colaboradores relataram surpresa com a forma como os desligamentos ocorreram e a falta de comunicação prévia.
Fontes afirmaram que as dispensas começaram de forma gradual semanas antes e atingiram principalmente áreas como comercial, financeira, atendimento, negociação, relacionamento com clientes, performance e product owners.
Em 2023 o PagBank já havia cortado cerca de 500 pessoas, pouco mais de 7% do quadro, justificando na época a busca por eficiência operacional.
Em janeiro de 2025 ocorreu outra reestruturação, que fontes estimam ter desligado entre 300 e 500 profissionais, com foco em gerência e coordenação, e incluindo terceirizados e consultorias.
A comunicação oficial tem sido comedida: em ocasiões anteriores a empresa disse que a reestruturação tinha “o objetivo de melhorar a eficiência da companhia”.
Os cortes se repetem enquanto os resultados financeiros seguem positivos: no 4T25 o banco registrou lucro líquido recorrente de R$ 678 milhões, alta sobre o ano anterior e sobre o trimestre anterior.
No ano cheio, o lucro foi de R$ 2,37 bilhões, crescimento de 4,4% ante 2024, a carteira de crédito cresceu 33,2% em doze meses e o ROAE anualizado ficou em 18,4%.
O PagBank terminou o ano com 33,7 milhões de clientes e as ações acumulavam alta de 7,18% entre abril de 2025 e abril de 2026.
As demissões recentes vieram poucos meses depois da troca de CEO: Carlos Mauad assumiu em 1º de janeiro de 2026 no lugar de Alexandre Magnani, que passou para o conselho.
Além disso, a empresa fechou a compra dos naming rights da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, que passou a se chamar Faria Lima-PagBank, e cuja sede do banco está localizada na própria avenida.