O Nubank projeta investir cerca de R$ 45 bilhões no Brasil em 2026 para ampliar tecnologia, crédito com IA, produtos, equipes e infraestrutura, enquanto avança na busca por uma licença bancária e apresenta resultados financeiros robustos e grande base de clientes no país.
O Nubank anunciou investimentos de aproximadamente R$ 45 bilhões no Brasil em 2026.
Segundo a fintech, esse montante considera o conjunto das atividades econômicas no País, incluindo reinvestimento dos resultados, investimentos em infraestrutura tecnológica, despesas operacionais e tributos.
A empresa informa que esse valor quase dobrou nos últimos dois anos.
No Brasil, que é seu principal mercado, o Nubank já contabiliza cerca de 113 milhões de clientes, o que representa mais de 60% da população adulta.
Os recursos serão aplicados em quatro frentes estratégicas: desenvolvimento contínuo de plataformas e modelos de crédito baseados em inteligência artificial; lançamento de produtos e serviços focados na vida financeira dos clientes; ampliação de times estratégicos e da rede de escritórios pelo País; e fortalecimento da base financeira, incluindo capital próprio e capacidade de crédito.
Para a infraestrutura física, a fintech prevê mais de R$ 2,5 bilhões destinados ao tema em um horizonte de cinco anos.
“Estamos chegando aos 13 anos de operação no Brasil como a maior instituição financeira privada em número de clientes, com escala para continuar transformando o mercado e responsabilidade para fazê-lo de forma sustentável”, disse Livia Chanes.
A empresa também comunicou que avança no processo para obter uma licença bancária no Brasil em 2026 e, como parte desse movimento, entrou para a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em março.
Como alternativa para atingir a licença bancária, o Nubank avaliou diferentes caminhos, entre eles a possibilidade de adquirir o Banco Caixa Geral Brasil, braço brasileiro da Caixa Geral de Depósitos de Portugal.
Na América Latina, a fintech afirma ter ajudado cerca de 37 milhões de pessoas a ingressarem no sistema financeiro formal — sendo 31,5 milhões no Brasil, 4,7 milhões no México e quase 1 milhão na Colômbia.
“Ao remover as barreiras que, por décadas, mantiveram milhões de pessoas fora do sistema formal, o Nubank impulsionou uma competição real que amplia o acesso a serviços antes reservados a poucos”, afirmou David Vélez, CEO e fundador.
Em 2025, o Nubank registrou lucro de US$ 2,87 bilhões e receitas recorde de US$ 4,857 bilhões, com crescimento de 45% em relação ao ano anterior.
O retorno sobre patrimônio (ROE) ficou em 33%, ante 29% no ano anterior.
A carteira de crédito cresceu 40% em 12 meses, alcançando US$ 32,7 bilhões, enquanto a inadimplência acima de 90 dias recuou 0,1 ponto percentual, para 6,6%.
A empresa tem valor de mercado estimado em cerca de US$ 71,5 bilhões; no ano as ações acumulam queda de 12,3%, mas avançam mais de 21% em 12 meses.