A Amazon confirmou que a recente indisponibilidade em larga escala do Amazon Web Services (AWS) foi causada por erro humano durante uma atualização de rotina.
Nada de “IA descontrolada”: a raiz do problema foi um comando incorreto aplicado por um engenheiro, que acabou gerando um efeito cascata nos sistemas automatizados de balanceamento de carga.
Segundo o relatório interno, a falha aconteceu enquanto o time aplicava mudanças nos protocolos de roteamento de tráfego.
O deslize operacional derrubou peças-chave da infraestrutura em várias regiões de alto tráfego — e isso foi o suficiente para provocar um impacto visível em serviços que dependem da nuvem.
Curiosamente, os sistemas de monitoramento com inteligência artificial fizeram exatamente o que deveriam fazer: detectaram a anomalia de imediato e acionaram protocolos de emergência para conter o incidente, evitando um colapso total.
Em resumo: a IA foi rede de segurança; o gatilho do problema veio da camada humana.
Esse episódio reacende o debate sobre “human-in-the-loop” (HITL) em infra de missão crítica.
A automação evoluiu muito, mas a complexidade da nuvem moderna continua altamente sensível a erros manuais de configuração — o famoso “um comando errado no lugar errado”.
Para reduzir o risco de reincidência, a empresa anunciou a aceleração do uso de ambientes de “pré-voo” com gêmeos digitais da rede de produção.
A ideia: toda mudança de configuração passa primeiro por um sandbox que simula o ambiente real, onde uma camada automatizada (com raciocínio/verificação) valida se o comando inserido pelo humano é seguro antes de ir para produção.
Moral da história…
Infra cada vez mais autônoma não elimina a responsabilidade humana — só muda de lugar.
A melhor estratégia é tratar IA e automação como camadas de proteção para capturar nossos deslizes, sem abrir mão de disciplina de mudanças, simulações e boas práticas de engenharia.
Em outras palavras: automatize onde puder, ensaie antes de voar e mantenha humanos no circuito certo.