A Coreia do Sul e o Brasil formalizaram uma “parceria estratégica” durante a visita de estado à Coreia.
O anúncio incluiu um “plano de ação quadrienal” que estende a cooperação até 2030.
Foram assinados memorandos de entendimento em 10 áreas, entre elas comércio, diálogo econômico-financeiro, ciência e tecnologia, agro, saúde, pequenas e médias empresas, segurança pública e setores como K-beauty e tecnologia agrícola.
Essa agenda abre portas diretas para colaboração em economia digital, minerais críticos, inteligência artificial e nas chamadas economias verde e bio.
Os países concordaram em criar um comitê de alto nível para relações econômicas e de comércio e um diálogo econômico e financeiro coordenado por vice-ministros.
No setor de saúde, haverá troca de especialistas e informações sobre biofarmacêuticos e saúde digital, além de alinhamento regulatório para alimentos, medicamentos, dispositivos médicos e cosméticos.
A Coreia também pediu que o Brasil retome as negociações para um acordo de livre-comércio entre Coreia e Mercosul.
Nos últimos anos, o comércio bilateral tem crescido de forma consistente, superando a marca de US$10 bilhões por ano nos últimos cinco anos.
Além disso, acordos foram firmados para ampliar cooperação em espaço, defesa e aviação, incluindo participação de fornecedores coreanos na fabricação de aeronaves brasileiras.