Cybercab: Elon Musk prevê fim dos motoristas nos próximos anos

Segundo Elon Musk, CEO da Tesla, um futuro em que dirigir um carro manualmente seja tão incomum quanto andar a cavalo na cidade está mais próximo do que imaginamos.

Em uma recente conferência de resultados do terceiro trimestre da Tesla, Musk declarou que o modelo atual de carros pilotados por pessoas está chegando ao fim.

Ele prevê que será substituído por veículos elétricos autônomos com tecnologia de ponta, sem volantes ou pedais de freio.

“Temos deixado bem claro que o futuro são os veículos elétricos autônomos”, afirmou Musk.

Comparando os carros atuais a cavalos, ele acrescentou:

“Veículos a gasolina não autônomos no futuro serão como montar um cavalo e usar um telefone flip.

Não é que não existam cavalos, mas eles são incomuns.”

Essa visão audaciosa vem acompanhada do anúncio de novos modelos da Tesla, como o robotáxi Cybercab e o Robovan, projetado para grupos maiores.

Apesar de algumas críticas sobre a demonstração desses veículos em ambientes controlados, Musk assegurou que o robotáxi já está sendo testado por funcionários nas ruas de São Francisco.

Além disso, destacou que a Tesla está produzindo cerca de 35.000 veículos autônomos por semana.

Em contraste, ele mencionou que empresas concorrentes, como a Waymo, têm frotas significativamente menores, com menos de 1.000 carros.

“A maioria das montadoras não internalizou isso, o que é surpreendente, porque temos gritado isso dos telhados por tanto tempo, e isso será em detrimento delas no futuro”, disse Musk.

Ele acredita firmemente que as empresas que não focarem em veículos autônomos sofrerão consequências.

Atualmente, dos sete milhões de veículos Tesla nas estradas, Musk afirma que a “grande maioria” é capaz de ser autônoma.

Com uma atualização do software FSD (Full Self-Driving), os clientes podem em breve esperar um ano inteiro de direção sem tocar no volante.

Quando questionado sobre o tão aguardado veículo elétrico de US$ 25.000 que a Tesla supostamente abandonou, Musk foi categórico:

“Eu acho que ter um modelo regular de US$ 25.000 é inútil”, afirmou.

“Seria tolice.

Estaria completamente em desacordo com o que acreditamos.”

Essa declaração reforça a convicção de Musk de que o futuro está na autonomia total, não apenas na acessibilidade.

E não apenas o conceito do Cybercab impressiona, como também o incentivo econômico que a Tesla pretende oferecer aos proprietários do veículo.

Quando não estiverem utilizando o carro, eles poderão disponibilizá-lo para circular de forma autônoma como um táxi, gerando renda extra.

Se a Tesla realmente conseguir concretizar essa visão, talvez o ato de dirigir se torne uma atividade recreativa, reservada para ocasiões especiais, assim como andar a cavalo é hoje.

No entanto, essa transição não está isenta de desafios.

Questões regulatórias, infraestrutura e aceitação pública são barreiras que precisam ser superadas.

E, com veículos interconectados e dependentes de software, a segurança cibernética se torna uma preocupação central.

A tecnologia está avançando rapidamente, e a ideia de veículos autônomos está deixando de ser ficção científica para se tornar uma realidade palpável.

Assim como os aplicativos de transporte transformaram a mobilidade urbana, os veículos autônomos têm o potencial de ir ainda mais longe nessa mudança.

Estamos prontos para isso?

Só o tempo dirá, mas uma coisa é certa:

O futuro da mobilidade está sendo reescrito agora, e o software é a caneta que está desenhando esse novo caminho.

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