Richard Seroter, do Google Cloud, admite que a lealdade dos desenvolvedores está baixa e afirma que a prioridade da empresa é facilitar o desenvolvimento de IA oferecendo a melhor experiência e performance possível; mesmo que devs usem ferramentas concorrentes, o Google quer ser a plataforma de execução, com foco seletivo em serviços essenciais, avanço rápido em hardware e modelos, e um equilíbrio entre velocidade e segurança para não comprometer infraestruturas críticas.
Richard Seroter, diretor sênior e evangelista do Google Cloud, resumiu a situação: “Developer loyalty is at zero right now”.
Apesar disso, ele disse que o papel do Google é facilitar a vida do desenvolvedor e ser excelente tanto em ferramentas de desenvolvimento quanto em ferramentas de IA.
A ideia é não ceder espaço: o Google quer ser o melhor em ferramentas de desenvolvimento de IA e continuar empurrando para chegar lá.
Ao mesmo tempo, há pragmatismo — mesmo que o desenvolvedor prefira outras ferramentas, o Google quer ser a plataforma onde o código roda.
Seroter afirmou que essa ambição inclui oferecer o melhor desempenho para rodar modelos, explicando que, em latência, usar Anthropic no Vertex costuma ser melhor do que nas alternativas.
Ele ressaltou que até ferramentas de terceiros, como o Claude Code, tendem a ter desempenho superior quando executadas sobre o Vertex.
Segundo ele, o CEO Thomas Kurian orientou que o Google deve garantir a melhor experiência de desenvolvimento para quem envia aplicações ao Google Cloud, independentemente da ferramenta escolhida.
Seroter também fez uma distinção filosófica: o Google Cloud não é uma empresa de portfólio com 300 produtos, é “uma plataforma”, e essa visão guia onde a companhia investe excelência.
Isso não significa que tudo precisa ser excepcional; alguns serviços podem ser “bons o suficiente”, mas a empresa tem sido “selectively ruthless” ao concentrar esforços em áreas críticas, especialmente em desenvolvimento de IA.
Sobre críticas de que o Google não anda rápido o bastante — como as de Steve Yegge — Seroter disse que a companhia precisa equilibrar velocidade com estabilidade, já que não pode arriscar quebrar serviços essenciais.
Ele lembrou que diferentes equipes trabalham de maneiras distintas e que o compromisso é avançar rápido, só que com segurança.
Para comprovar o ritmo, Seroter citou novos hardwares TPU, a plataforma de agentes e atualizações de modelos, e afirmou que, de fato, o Google está se movendo “pretty darn fast”.
No fim das contas, a mensagem é clara: o Google busca ser a plataforma padrão para executar código e modelos, oferecendo performance e uma experiência de desenvolvimento que compense o uso de outras ferramentas.