O Banco Central indeferiu o pedido de autorização para funcionamento da Ecomovi Instituição de Pagamento.
Com isso, a fintech não poderá prestar serviços de pagamento que dependem de autorização da autoridade monetária, conforme o art. 17 da Resolução BCB nº 81, de 25 de março de 2021.
A decisão está datada de 02/03/2026 e foi publicada no Diário Oficial da União em 06/04/2026.
A Ecomovi teve seu CNPJ criado em 2019 e tem como sócios e administradores Paulo Hideki Koga e a Smart 5 Participações e Investimentos.
No site da empresa há um pop-up com dicas para evitar golpes com Pix e menção a pagamentos instantâneos, embora a companhia não seja participante do Pix.
Entre os serviços divulgados pela Ecomovi estão antecipação salarial e “crédito na hora” para funcionários de empresas.
No site Reclame Aqui a empresa aparece como “empresa suspensa”, informação que indica existência de irregularidades na plataforma ou fora dela.
Ao todo, a Ecomovi já acumulou mais de 10 mil reclamações, com queixas principais relacionadas a estorno de valores e propaganda enganosa.
Esse não foi um caso isolado de indeferimento recentemente.
Em janeiro deste ano o Banco Central também negou autorizações para as instituições Viatech e E2 Instituição de Pagamentos, sendo que a E2 havia sofrido um ataque hacker em setembro de 2025, segundo comunicados oficiais à época.
Em outubro de 2025 o pedido da Voluti também foi indeferido; na ocasião, havia relatos de ligação da empresa a movimentações financeiras relacionadas a um ataque hacker contra outra companhia, e ela chegou a ser suspensa do Pix de forma cautelar.
Atualmente há cerca de 220 instituições de pagamento autorizadas pelo Banco Central a operar.
Em 2025 o regulador registrou 32 cancelamentos de autorização para funcionamento, sendo sete deles de instituições de pagamento.
Movimentos como esses devem ganhar força ao longo de 2026, em meio a um aperto regulatório do Banco Central diante do aumento de golpes, fraudes e ataques cibernéticos.